quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Palavras

Precisei de palavras para me sentir aqui
Precisei delas com muita precisão
Entendi que elas me dizem
Me fazem o que eu penso
Me afogam papéis adentro
E afagam meu dito silêncio

Precisei de palavras para me sentir aqui
E de tanta precisão
Acabei imprecisa
Sem saber nada mais
Muito menos o que se faz
Quando surge rima
Ou quando uma palavra nos lastima

Vôo

Levanta esse vôo distante
Me ensina seu tom
Repete
Ensina
Remeda minha rima
Disfarça o medo
Despressuriza
Me usa e o imperativo utiliza
Abusa
Acusa meu erro
Perdoa e destoa o ritmo
Ecoa
Equaliza
Me inventa sua música
E escreve no ar o que lhe aterriza

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Unicidade


 

Essa foto-poesia não bastou meus sentimentos. Precisei do versal para me ver entendida. Quis através da unicidade transmitida por essa imagem transformá-la em junção. Quis fazer nítida a ideia da sutileza, pelo destaque da cor entre os mares secos do seu todo e a amplidão do azul que a comporta. Sim. Unicidade, sutileza, cor, secura, anil... Só se vê, então, a sombra da união nessa foto-poesia: união de dois em cor-de-rosa, pintada, logicamente, de amor!

Perfil

domingo, 19 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sol

Foto-poesia

A poesia é um senso; uma espécie de habilidade para enxergar beleza, mesmo tosca, que sempre nos acrescenta sabedoria à medida que vamos nos apurando, nos enriquecendo de experiências.
Nesse feriado estive em contato com uma imensidão de lindezas. Uma vastidão de flora e uma natureza tão rica de amor que só vendo para apreciar de verdade! E foi através de foto-grafias que pude encontrar a poesia do imagético. Provei também do horto de palavras existente em cada pétala de flor, em cada raio de sol, em cada cor percebida e focada. Saboreei a fertilidade e o prazer de todos os caminhos pelos quais andei. Me senti estática, meio extasiada e meio impotente, mas ao mesmo tempo a mais perfeita atriz dos roteiros e rotas que me cercavam e ainda o fazem. Capturei aos diversos sons de vento tudo que depois me pudesse fugir aos olhos, e não às asas do pensamento. Retrato aqui, portanto, durante as próximas postagens, a minha impressão das palavras escondidas nos diversos hortos do universo; retrato o meu gosto pela vida e meus sentimentos mais puros através de foto-poesias.